O ácido úsnico é retirado de liquens e foi testado contra diversas espécies, conforme o quadro.
| Teste | Resultado |
| Aedes aegypti (larvas) | Baixa eficiência |
| Bacilo de Koch | Média eficiência |
| Moluscos aquáticos (adultos) | Alta eficiência |
| Pernilongo (larvas) | Média eficiência |
| Vermes platelmintos | Ineficiente |
O ácido úsnico mostrou-se mais indicado para o controle da
A) esquistossomose.
B) febre amarela.
C) coqueluche.
D) tuberculose.
E) dengue.
Resolução Em Texto
Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
- Parasitologia (Ciclos de Vida)
- Epidemiologia (Conceito de Vetores e Controle de Doenças)
- Zoologia (Identificação de Organismos)
Tema/Objetivo Geral: Correlacionar a eficácia de uma substância contra um vetor/hospedeiro específico com a doença que ele transmite, entendendo a estratégia de quebrar o ciclo de transmissão.
Nível da Questão: Fácil.
- Detalhe: A questão é direta, exigindo que o candidato conecte uma informação explícita da tabela (“Alta eficiência” contra “Moluscos aquáticos”) a um conhecimento fundamental de parasitologia (o caramujo como hospedeiro intermediário da esquistossomose). O raciocínio é linear e não envolve ambiguidades.
Gabarito: A) esquistossomose.
- Explicação Resumida: A resposta está correta porque o ácido úsnico é altamente eficaz contra os moluscos aquáticos (caramujos), que são o elo indispensável no ciclo de vida do verme causador da esquistossomose.
PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)
Decodificação do Objetivo: Em bom português, a missão é a seguinte: temos um relatório de laboratório (a tabela) sobre uma nova “arma”, o ácido úsnico. O relatório diz qual “inimigo” essa arma destrói com máxima eficiência. Nós precisamos olhar para a lista de “guerras” (as doenças nas alternativas) e descobrir qual delas seria vencida de forma mais devastadora ao eliminarmos esse inimigo específico.
Simplificação Radical (A Analogia Central): Pense como um general em uma sala de guerra. Sua melhor arma não destrói o soldado inimigo diretamente, mas sim a única ponte que ele usa para atravessar o rio e chegar ao campo de batalha. A nossa tarefa é identificar qual exército inimigo (doença) depende vitalmente dessa ponte (o vetor/hospedeiro) que nossa arma consegue demolir com perfeição.
Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação):
- Analisar a Prova Principal: Focar no resultado de “Alta eficiência” na tabela para identificar nosso alvo.
- Decodificar a Estratégia Visual: Analisar profundamente a imagem-chave que revela a lógica por trás da vitória, tornando-a o centro da nossa investigação.
- Fundir as Evidências: Conectar a prova textual da tabela com a prova visual do diagrama para construir um caso irrefutável.
- Confirmar o Culpado: Analisar as alternativas para confirmar nossa dedução e eliminar os bodes expiatórios.
PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)
Para resolver este caso, vamos deixar o texto em segundo plano por um momento. A verdadeira chave, a peça que transforma este quebra-cabeça complexo em uma solução simples, é puramente visual. Precisamos entender a estratégia por trás do controle de doenças, e a melhor forma de fazer isso é observando o campo de batalha.
Uma imagem poderosa pode transformar um conceito abstrato em uma memória inesquecível. A ilustração a seguir foi criada para visualizar a essência da nossa análise, tornando a ideia central clara e impactante:
(A Estratégia do Elo Fraco)
Decodificando a Estratégia Visual (Análise Aprofundada):
Esta imagem não é um enfeite; é o nosso mapa estratégico. Vamos dissecá-la como um detetive analisa uma planta baixa:
- O Ciclo Azul (O Fluxo Inimigo): A primeira coisa que notamos são as setas azuis, formando um circuito fechado e autossustentável. Este é o problema: o ciclo de vida da doença. Ele flui do hospedeiro humano, passa pelo ambiente e retorna, perpetuando a infecção. Ele representa o processo que precisamos interromper.
- O Caramujo (O Ponto de Estrangulamento): Observe a posição do caramujo. Ele não é apenas mais uma etapa; ele está posicionado como um pilar central e indispensável desse fluxo. Todo o ciclo azul é forçado a passar por ele. Isso o transforma no que os estrategistas chamam de ponto de estrangulamento (chokepoint) ou, como o título sugere, o elo mais fraco. Se este pilar cair, toda a estrutura desaba.
- A Seta Vermelha (A Solução Cirúrgica): Vinda de fora do sistema, a seta vermelha é a nossa intervenção. É a representação visual da “ação do Ácido Úsnico”. Sua cor vibrante e sua trajetória direta simbolizam uma ação precisa, intencional e focada. É a nossa “arma” sendo disparada. Note que ela não mira em todo o ciclo azul, mas apenas e exclusivamente no elo fraco.
- A Ruptura (A Vitória Estratégica): Este é o resultado, o clímax da nossa análise. O impacto da seta vermelha causa a desintegração do caramujo, e a consequência visual é imediata e inequívoca: o ciclo azul se parte. A continuidade é quebrada. A imagem prova visualmente que, ao eliminar o caramujo, o fluxo da doença é fatalmente interrompido. Esta é a essência da vitória.
PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)
Com a estratégia visual perfeitamente clara em nossa mente graças ao Passo 2, vamos agora usar a informação da tabela para carregar nossa “arma”.
O Foco da Investigação (A Munição): A tabela nos entrega a pista crucial, a nossa munição: o ácido úsnico tem “Alta eficiência” contra “Moluscos aquáticos (adultos)”.
Fundindo as Evidências (Mirando no Alvo): Agora, o caso se resolve. A tabela nos diz o que a nossa “seta vermelha” faz de melhor: ela destrói moluscos aquáticos. E o nosso diagrama do Passo 2 nos mostra por que isso é tão devastadoramente eficaz. O “molusco aquático” da tabela é o caramujo, o ponto de estrangulamento em nosso mapa estratégico.
A conexão é direta e irrefutável:
- A tabela identifica a força da nossa intervenção (Alta eficiência).
- A tabela identifica o alvo dessa intervenção (Moluscos aquáticos).
- Nosso mapa visual no Passo 2 confirma que atacar este alvo específico (o caramujo) leva ao colapso de todo o sistema (o ciclo quebrado).
A doença em questão, que depende vitalmente desse caramujo de água doce como hospedeiro intermediário, é a Esquistossomose. A tabela nos deu a arma e a eficiência; o diagrama nos mostrou o alvo perfeito e a consequência da ação.
ARMADILHA CLÁSSICA!
CUIDADO! A banca tenta nos confundir com a informação “Vermes platelmintos: Ineficiente”. Sem o nosso mapa estratégico do Passo 2, poderíamos cair nessa. Mas nosso diagrama nos imuniza contra essa armadilha. Ele nos ensinou que a estratégia vencedora não é atacar o agente da doença diretamente. A seta vermelha não se preocupa com o que flui dentro do ciclo azul; ela se concentra em demolir a infraestrutura do ciclo. A ineficiência contra o verme é irrelevante quando se destrói a “ponte” que ele precisa para completar sua missão.
A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: A evidência textual (“Alta eficiência” contra Moluscos) e a evidência visual (atacar o caramujo para quebrar o ciclo) apontam para uma única conclusão. A substância é uma ferramenta cirúrgica para destruir o elo fraco da esquistossomose.
- Expectativa: A alternativa correta deve ser “esquistossomose”.
PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)
Vamos confrontar nossa conclusão, forjada na união da tabela com o diagrama, contra os suspeitos.
A) esquistossomose.
- Análise de Correspondência: Perfeito. Esta é a única doença listada cujo controle está diretamente ligado à eliminação de moluscos aquáticos, a estratégia que nosso diagrama visual provou ser vencedora.
- Conclusão: ✔️ Alternativa correta.
B) febre amarela.
- A “Narrativa do Erro”: O vetor é o Aedes aegypti. A tabela diz que nossa “seta vermelha” tem baixa eficiência contra ele. Seria um tiro fraco no alvo errado.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
C) coqueluche.
- A “Narrativa do Erro”: Doença bacteriana sem vetor. Em nosso mapa, essa “guerra” nem acontece nesse campo de batalha.
- O “Diagnóstico do Erro”: Fuga ao Tema.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
D) tuberculose.
- A “Narrativa do Erro”: O alvo seria o Bacilo de Koch, com eficiência apenas “Média”. Por que usar uma tática de eficiência média quando temos uma de eficiência “Alta” para outra guerra?
- O “Diagnóstico do Erro”: Hierarquização Incorreta.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
E) dengue.
- A “Narrativa do Erro”: O vetor é o Aedes aegypti. Mesma razão da febre amarela: nossa arma é fraca contra este alvo.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)
Frase de Fechamento: Nossa investigação, centrada na análise estratégica do diagrama visual, confirma que a alternativa A é a solução. Aprendemos que entender o sistema e encontrar seu ponto de estrangulamento é muitas vezes mais poderoso do que atacar o problema de frente.
Resumo-flash (A Imagem Mental): Lembre-se sempre do nosso mapa: a vitória está em usar a seta vermelha (a intervenção mais forte) para destruir o elo fraco (o pilar central), causando a ruptura do ciclo azul (o problema).
Para ir Além (A Ponte para o Futuro): Este princípio de atacar “elos fracos” em um sistema é universal. Pense na Logística de uma grande empresa. Para paralisar um concorrente, um ataque estratégico não miraria em suas lojas (o agente final), mas sim em seu único centro de distribuição (o hospedeiro intermediário). Se você interrompe o centro de distribuição, nenhum produto chega a nenhuma loja. O sistema inteiro entra em colapso. A lógica é a mesma da biologia: quebre o ciclo no ponto mais vulnerável.
